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#26 2013-07-25 18:11:57

naoliv
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Isso vai dar muita discussão:

Boa tarde amigos,

Como vocês têm visto, há um movimento iniciado pelo nosso ex-colaborador Paulo Carvalho incitando os desenvolvedores a compartilhar seus mapas para serem usados por outros projetos e empresas, o que não é permitido. Ele não faz mais parte da Administração do Projeto faz algum tempo, não é responsável por desenvolvimento de mapas, não representa os interesses da nossa comunidade e nem pode falar em nome da Administração.

Ao contrário do que ele diz, o projeto sempre foi transparente e aberto a sugestões, como ele mesmo pôde vivenciar nos meses em que foi membro da ADM. Vale ressaltar que ele foi desligado por não ter condições de conviver em grupo de forma respeitosa e amigável, características primordiais em qualquer comunidade.

Reconhecemos as importantes contribuições do Paulo Carvalho ao código do TSUITE, mas, ao contrário do que ele alardeia, em desrespeito ao trabalho dos demais, o TSUITE não é obra exclusiva dele. Assim como todo o mais no Projeto, o TSUITE resulta do trabalho colaborativo de várias pessoas, muitas vezes com base em ferramentas e idéias anteriores ao TSUITE. Vários colaboradores continuam dando manutenção na ferramenta TSUITE, corrigindo problemas e implementando novas e importantes funcionalidades. Não queremos aqui entrar em picuinhas, pois este nunca foi nem é nosso objetivo, mas recebemos denúncias, que não temos como confirmar ainda, que parte das ferramentas que ele está disponibilizando atualmente são obras derivadas de partes do código do TSUITE, implementadas por outras pessoas e redistribuídas sem autorização e, pior, sem o devido crédito.

Nesse sentido, muitos desenvolvedores estão nos procurando para relatar e denunciar algumas coisas que vêm acontecendo e achamos por bem esclarecer alguns pontos importantes para a nossa comunidade:


1 - O Projeto Tracksource não é OPEN SOURCE, como algumas pessoas têm alardeado, apesar dos termos da licença serem claros. É preciso ter clareza sobre a natureza colaborativa do Projeto Tracksource, sobre as implicações da distribuição do código fonte dos mapas, antes de sair propalando, de forma irresponsável, a ideia de que os desenvolvedores atuais são detentores únicos e exclusivos dos direitos sobre seus mapas e que podem fazer o que bem entendem com eles;

2 - Esta licença foi votada há alguns anos e aprovada pela maioria e não somente pela ADM e portanto TEM de ser respeitada. Nada mudou no que diz respeito às regras da licença. Ela foi criada justamente para garantir que os nossos mapas não sejam usados para outros fins, como pretendem alguns, inclusive o Paulo Carvalho, indo em sentido oposto ao caminho histórico do Projeto, que sempre foi o da distribuição de mapas gratuitos.

3 - O objetivo da adoção da licença foi a proteção do trabalho voluntário, tanto dos desenvolvedores e colaboradores atuais, quanto dos anteriores. Isto garante que os dados levantados sejam de uso exclusivo do Projeto, impedindo que pessoas e/ou empresas obtenham lucro, direta ou indiretamente, com o trabalho dos desenvolvedores. Apesar de ser uma proposta sem fins lucrativos, isso vale também para o OSM, pois historicamente sempre foi entendimento claro entre todos os participantes, de que a distribuição do código fonte dos mapas, mesmo que num projeto gratuito como o OSM, representa risco potencial não só para a gratuidade dos mapas do Projeto Tracksource, mas também à própria continuidade do Projeto. Em tese, não existe garantia alguma de que a base de dados do OSM sempre estará blindada de influências comerciais. Também não existe garantia nenhuma de que, uma vez migrada a base de mapas do Projeto (parcial ou completamente) para o OSM (ou qualquer outra iniciativa semelhante), eventuais alterações feitas na base do OSM possam ser reincorporadas à base do Projeto Tracksource, por questões técnicas, de licença, ou simplesmente de escassez de recursos humanos. É irresponsável propalar a ideia de migração para o OSM sem apresentar claramente à comunidade, de forma clara, objetiva e honesta, todos os prós e contras.

4 - Nada mudou no Projeto e a ADM tomará as medidas que achar cabíveis para proteger o patrimônio do Projeto, que são os dados levantados pelos desenvolvedores e usuários, garantindo sempre a distribuição gratuita dos mapas e a blindagem a interesses comerciais;

5 - Os desenvolvedores que não concordam com a licença devem deixar o Projeto, liberando os mapas trabalhados para que outro desenvolvedor dê continuidade ao trabalho voluntário. Em hipótese alguma poderá compartilhar, distribuir ou usar de qualquer tecnologia que permita obter o código fonte (mapas no seu estado crú) para qualquer outra finalidade a não ser o uso pelo Projeto. Isso vale principalmente ao conversor que foi disponibilizado nos últimos dias sem o consentimento prévio da comunidade, com o objetivo de "descompilar" os mapas que disponibilizamos, permitindo que estes mapas possam ser repassados a empresas, outros projetos e a terceiros.

6 - Para garantir o respeito ao trabalho e colaborações de milhares de pessoas nos últimos anos, nada mais justo que ADM exclua do Projeto todos aqueles que não agirem de acordo com a licença e transgredirem suas regras.

7 - Como é um projeto voluntário e comunitário, uma ação judicial coletiva da ADM, demais desenvolvedores e usuários poderá ser movida contra qualquer pessoa que faz ou fez parte do Projeto, que descumprir esta regra, amplamente discutida e votada, de forma clara, transparente e democrática.

8 - Ao contrário do que o Paulo Carvalho está divulgando, todo o trabalho feito para o Projeto pertence ao Projeto e não a quem participou na sua composição. Isso inclui códigos-fonte de conversores, compiladores e outras ferramentas desenvolvidas com o objetivo de processar mapas.

Muitos já passaram pelo Projeto, dedicando-se arduamente ao desenvolvimento de mapas com o máximo de qualidade e devemos continuar nesta mesma linha, como um grande time que pensa da mesma forma e tem os mesmos objetivos. Não é justo que, depois de anos de tanto esforço, um ex-colaborador tente colocar tudo a perder, espalhando suspeitas infundadas, tentando colocar outros desenvolvedores contra o Projeto, com objetivos desconhecidos.

Importante: Nada mudou em relação às regras que usamos, tudo continua como sempre foi e será. Um exemplo foi o lançamento dos nossos mapas para a plataforma 7Ways, tão esperada por quem não dispõe de GPS Garmin e gostaria de utilizar os nossos mapas.

Recomendamos a leitura das regras do Projeto, que sempre estiveram disponíveis em nosso site. O link é http://www.tracksource.org.br/index.php … ource.html

Não deixem de ler com atenção a Licença Jurídica que resguarda os nossos interesses (de todos os que participam direta ou indiretamente do Projeto).

O endereço é http://creativecommons.org/licenses/by- … /legalcode

Atenciosamente,

Projeto TrackSource
================

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#27 2013-07-25 19:20:43

vgeorge
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Onde foi postado isso, naoliv?

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#28 2013-07-25 19:23:32

naoliv
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Foi enviado pra lista de desenvolvedores deles (desenvolvedores@tracksource.org.br)

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#29 2013-07-25 19:52:00

Fernando Trebien
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Li por altos, já que eu investiguei essa questão do licenciamento à fundo faz pouco tempo.
- O TrackSource tem licença sobre os dados disponibilizados na página deles.
- Os dados gerados por um DM ou um DE podem ser contribuídos por ele próprio (ou alguém autorizado por ele) ao o OSM a partir da cópia do DM/DE anterior ao upload ao TrackSource.
- O DM/DE que fizer o upload deve se certificar de que os dados foram todos gerados por ele mesmo e que não contêm dados traçados sobre imagens com ortorretificação proprietária (como Google Maps). Nesse aspecto, o TrackSource não só está transgredindo os termos do Google como também incentivando essa transgressão há anos (através de tutoriais que circulam na comunidade deles sobre como mapear com o Google Earth). Não se certificar disso implica que o proprietário pode identificar que os seus dados foram importados no OSM e solicitar a sua exclusão (o que é ruim pra nós, pois também exclui todas as modificações sobre os dados). Isso certamente deixaria uma imagem bem ruim na comunidade, e se houvesse uma intenção clara em prejudicar o projeto, pode até ser visto como vandalismo e acabar em desligamento. (Só um alerta sobre a importância dessa questão, certamente queremos colaboradores do TrackSource, mas por favor não pulem etapas.)

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#30 2013-07-25 19:58:45

vgeorge
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Sei.

Eu acho que a ameaça legal deles não cabe, pelos motivos que falei anteriormente.

De toda maneira, acho que os ex-Tracksource devem esquecer completamente o projeto e tudo que fizeram por lá, pelos seguintes motivos:

1) Não gostaria de ver no OpenStreetMap dados de um projeto que não tem como rastrear quem contribuiu o quê, em que momento e de qual fonte. Isto traria ao OSM um problema legal do Tracksource que não tem nada a ver com o OSM;

2) A licença deles proíbe trabalhos derivados;

3) O OpenStreetMap não precisa. A maioria das cidades brasileiras já tem bons avanços no mapeamento, e a cada dia chegam novos colaboradores para melhorar o mapa;

4) O Tracksource tem uma filosofia completamente diferente do OpenStreetMap. Como esta pessoa falou, eles não são open-source e são contra o uso comercial. No OpenStreetMap, os dados são open-source, a plataforma é open-source e existem dezenas (ou centenas) de ferramentas e sites relacionados que são open-source. E, além disso, o OpenStreetMap não é contra o uso comercial, pelo contrário. Isto porque a comunidade acredita que se uma empresa quiser usar os dados, ótimo, pois os seus clientes vão passar a conhecer o projeto e talvez contribuiam com ele, e ela própria vai querer que os dados tenham boa qualidade e vai trabalhar para isso.

5) O escopo do OpenStreetMap é muito maior. Se você vai usar o seu tempo livre para a construção de uma base de dados colaborativa, porque escolher uma cujo objetivo único é criar mapas para uma plataforma proprietária de GPS, quando existe uma alternativa que pode ser usada para isso e para uma infinidade de outros usos?

Vitor

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#31 2013-07-26 17:15:05

PauloCarvalhoRJ
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Pessoal, diante de tantas colocações difamatórias ou sem fundamento, eis minha resposta no grupo Alt-Tracksource, de onde vai com certeza chegar à Adm. do Tracksource, pois pelo menos dois membros de lá fazem parte dessa lista:

Amigos,

     Apesar de não fazer mais parte da lista de desenvolvedores, alguns colegas repassaram-na a mim e estou aqui para esclarecer e corrigir das inverdades.  Quem desejar, pode repassar esta mensagem para o grupo dos desenvolvedores.

     Abaixo, nas entrelinhas:

Em 25 de julho de 2013 14:14, um amigo escreveu:

De: Projeto TrackSource <faleconosco@tracksource.org.br>



Boa tarde amigos,

Como vocês têm visto, há um movimento iniciado pelo nosso ex-colaborador Paulo Carvalho incitando os desenvolvedores a compartilhar seus mapas para serem usados por outros projetos e empresas, o que não é permitido.

Empresas?  Gostaria de que dissessem os nomes das empresas, data, hora e contato.  Nunca fiz contato algum com empresa alguma para fazer acordos comerciais envolvendo dados ou tecnologia desenvolvida no âmbito do projeto.  Gostaria de que provas fossem apresentadas nesse sentido.
 

Ao contrário do que ele diz, o projeto sempre foi transparente e aberto a sugestões, como ele mesmo pôde vivenciar nos meses em que foi membro da ADM.

Se fosse transparente e aberto não haveria uma lista de discussão fechada com bem poucos membros, a Administração Técnica.

Vale ressaltar que ele foi desligado por não ter condições de conviver em grupo de forma respeitosa e amigável, características primordiais em qualquer comunidade.

Eles falam como se fossem santos.  Eu sempre respondo nos mesmos termos, quem me conhece sabe.  Então a primeira pessoa que não baixou a cabeça, eles põem para fora.  Tenho vários e-mails lá da ADM onde os mesmos que se dizem respeitosos e amigáveis distribuem palavras ríspidas e colocações mordazes.  Quem desejar conhecer eu posso encaminhar em privado.  Aliás na própria lista pública já houve demonstrações de que ambiente não é tão cordial como querem fazer acreditar.

. Não queremos aqui entrar em picuinhas, pois este nunca foi nem é nosso objetivo, mas recebemos denúncias, que não temos como confirmar ainda, que parte das ferramentas que ele está disponibilizando atualmente são obras derivadas de partes do código do TSUITE, implementadas por outras pessoas e redistribuídas sem autorização e, pior, sem o devido crédito.

1) Não são obras derivadas, pois não são decompilação.

2) Assim como o Tracksource está usando código que eu desenvolvi, aplicando o princípio da reciprocidade, também posso usar o que o Tracksource desenvolveu enquanto eu fazia parte do grupo, por ser obra coletiva.  Obra derivada seria eu pegar o TSuite atual e decompilá-lo quando eu não faço mais parte do time.

3) Nunca assinei contrato algum de exclusividade do que eu faço ao projeto.  Toda a minha contribuição foi voluntária e como tal posso compartilhá-la livremente e qualquer tentativa de reprimir isso configura-se como restrição à liberdade de expressão intelectual.

4) Verdade simples: o TSuite não é um programa registrado.  Quem já teve a curiosidade de ler sobre o direito autoral, no Brasil não se pode reclamar direitos sobre algo que não tem registro. Portanto, do ponto de vista legal, o respeito à "licença" é apenas um acordo de cavalheiros.  Ora, diante da minha expulsão injusta, sumária e sem oportunidade à ampla defesa, ainda aplicando o princípio da reciprocidade, considero descumprido este acordo de cavalheiros, assim só observarei obrigações legais.

5) Ainda segundo o direito autoral, não se pode apropriar o que está em domínio comum.  A divulgação das tecnologias no SourceForge as torna domínio comum, portanto não mais passíveis de registro como propriedade intelectual.  Qualquer um pode pegar o código que está lá e usar, inclusive o próprio Tracksource, desde que seja dado o crédito, exatamente como se faz com trabalhos acadêmicos.

6) É falsa a acusação de que não dou crédito ao trabalho alheio.  Para o programa TS2PFM o crédito está dado ao Sérgio Barroso como autor do algoritmo.  Quanto ao programa em si, não é um cópia ipsis litteris do Conversor.  O mesmo já passou por muitas modificações, inclusive produzindo arquivos PFM que são diferentes para atender algumas necessidades específicas.  É só passar um DIFF entre eles para ver as diferenças.  Ainda para o programa PFM2OSM o crédito está dado ao respectivo autor, também já tendo sido bastante modificado por mim.  Os demais programas que estão lá são todos de minha autoria.

1 - O Projeto Tracksource não é OPEN SOURCE, como algumas pessoas têm alardeado, apesar dos termos da licença serem claros. É preciso ter clareza sobre a natureza colaborativa do Projeto Tracksource, sobre as implicações da distribuição do código fonte dos mapas, antes de sair propalando, de forma irresponsável, a ideia de que os desenvolvedores atuais são detentores únicos e exclusivos dos direitos sobre seus mapas e que podem fazer o que bem entendem com eles;

É verdade que o uso dos mapas em outras aplicações pode acarretar em expulsão do projeto por descumprimento dos termos de participação.  Mas é só isso, pois não há obrigação legal pelos seguintes motivos:
1) Nada foi assinado;
2) Não existe contrato porque o Tracksource não é pessoa legalmente constituída;
3) O "aceite" do TSuite não tem qualquer valor, mesmo informal, pois conforme já falei anteriormente, as bases de dados do projeto não são auditáveis ou verificáveis externamente e nenhum recibo ou comprovante é enviado a quem "assinou" constando os termos, data, hora e opção feita.  Ou seja, o projeto não oferece garantia alguma de que os termos do "aceite" sejam modificados no futuro.

2 - Esta licença foi votada há alguns anos e aprovada pela maioria e não somente pela ADM e portanto TEM de ser respeitada. Nada mudou no que diz respeito às regras da licença.

De novo: essa licença é apenas um acordo de cavalheiros.  Seu descumprimento acarreta no máximo a expulsão do projeto.  Como gestores do sistema, liberdade deles, mas não passa disso.

Ela foi criada justamente para garantir que os nossos mapas não sejam usados para outros fins, como pretendem alguns, inclusive o Paulo Carvalho, indo em sentido oposto ao caminho histórico do Projeto, que sempre foi o da distribuição de mapas gratuitos.

Onde estão as evidências de que minha intenção é vender os mapas?  Cadê nome, data, hora, contato?

3 - O objetivo da adoção da licença foi a proteção do trabalho voluntário, tanto dos desenvolvedores e colaboradores atuais, quanto dos anteriores. Isto garante que os dados levantados sejam de uso exclusivo do Projeto, impedindo que pessoas e/ou empresas obtenham lucro, direta ou indiretamente, com o trabalho dos desenvolvedores.

Essa foi boa.  Por que os sites têm Google Ads, anúncios de cursos de GPS do Alex e do seu site Eletroca?  Sem as contas estarem abertas, podemos especular que haja lucro indireto aqui.  Muita gente acha que eles têm direito a isso, o que eu também acho, mas dizer que os outros estão mal-intencionados por querer fazer lucro é jogar pedras nos telhados dos outros quando se tem o telhado de vidro.


Apesar de ser uma proposta sem fins lucrativos, isso vale também para o OSM, pois historicamente sempre foi entendimento claro entre todos os participantes, de que a distribuição do código fonte dos mapas, mesmo que num projeto gratuito como o OSM, representa risco potencial não só para a gratuidade dos mapas do Projeto Tracksource, mas também à própria continuidade do Projeto.

Colocação sem sentido.  Não entendo o que compartilhar os dados com o OSM tornaria o Tracksource não-gratuito ou ameaçado de existir.  Os conversores disponibilizados permitem a contribuição a ambos os projetos com um só trabalho de edição.  Não há necessidade de abandonar um em prol do outro. Isto não é uma campanha para esvaziar o Tracksource e sim para ampliar seu alcance.

Em tese, não existe garantia alguma de que a base de dados do OSM sempre estará blindada de influências comerciais.

Isso não é segredo e nem um pecado.  O OSM está comprometido em divulgar mapas-fonte gratuitamente e, diferentemente do Tracksource, é pessoa legalmente constituída e portanto oferece garantia de que seus mapas-fontes continuarão gratuitos.  O OSM não tenta controlar o que as pessoas farão com os dados.  Se você quiser mapas baseados em dados do OSM à la Tracksource, fáceis de usar, eles estarão sempre lá.

Além disso, a gama de editores, compiladores, conversores e navegadores para OSM é muito maior, constituindo garantia de continuidade tecnológica.  Falando nisso, o cGPSmapper parou em 2009 e o mkgmap está evoluindo, e rápido.  Enquanto o Tracksource tenta reprimir, o mkgmap e as ferramentas duramente criticadas estarão lá, à disposição para garantir a continuidade dos mapas Garmin no Projeto.

Resumindo, acho o OSM oferece muito mais garantias do que o Tracksource.

Também não existe garantia nenhuma de que, uma vez migrada a base de mapas do Projeto (parcial ou completamente) para o OSM (ou qualquer outra iniciativa semelhante), eventuais alterações feitas na base do OSM possam ser reincorporadas à base do Projeto Tracksource, por questões técnicas, de licença, ou simplesmente de escassez de recursos humanos.

Colocação sem fundamento.  Os conversores disponibilizados permitem perfeitamente que os desenvolvedores possam contribuir a ambos os projetos sem duplicar trabalho, se é disso que o projeto tem medo.  Aliás, o projeto primário continuaria sendo o Tracksource.

É irresponsável propalar a ideia de migração para o OSM sem apresentar claramente à comunidade, de forma clara, objetiva e honesta, todos os prós e contras.

Semana passada divulguei um mapa perfeitamente funcional compilado com a tecnologia OSM.  Eu mostrei algo concreto, de que os desenvolvedores podem contar com os mapas produzidos pelo OSM.  E a tecnologia do OSM está toda lá documentada, para quem quiser usar.  E quem quiser, ensino como compilar um mapa em casa.  Portanto não há irresponsabilidade alguma no que está sendo divulgado.

Aliás, estou montando um MDK (Map Development Kit), que permitirá os desenvolvedores fazer testes rapidamente em casa sem depender das compilações do TRC, tudo da comodidade do seu computador e aliviando a Adm das cobranças de compilações demoradas que eu mesmo fizera muitas vezes.  O TRC-RJ já ficou uma semana sem compilar... Uma semana!  Como conduzir testes com uma semana de intervalo?  Esse tempo enorme desencoraja qualquer trabalho sério no sentido de pesquisar coisas relevantes como a emissão de instruções de manobra ou a elaboração de um TYP personalizado.



5 - Os desenvolvedores que não concordam com a licença devem deixar o Projeto, liberando os mapas trabalhados para que outro desenvolvedor dê continuidade ao trabalho voluntário. Em hipótese alguma poderá compartilhar, distribuir ou usar de qualquer tecnologia que permita obter o código fonte (mapas no seu estado crú) para qualquer outra finalidade a não ser o uso pelo Projeto. Isso vale principalmente ao conversor que foi disponibilizado nos últimos dias sem o consentimento prévio da comunidade, com o objetivo de "descompilar" os mapas que disponibilizamos, permitindo que estes mapas possam ser repassados a empresas, outros projetos e a terceiros.

Desafio qualquer um a me mostrar quais das ferramentas disponibilizadas servem para decompilar os mapas.  O que há lá são conversores, que dependem do concurso do desenvolvedor.  Se o desenvolvedor não quiser, seus mapas não serão convertidos para o que ele não desejar.  Isso é muito diferente de decompilar, o que seria a obtenção da forma editável do mapa sem consentimento do desenvolvedor.

Mais uma acusação sem provas, feita em público.  Vão contando...

7 - Como é um projeto voluntário e comunitário, uma ação judicial coletiva da ADM, demais desenvolvedores e usuários poderá ser movida contra qualquer pessoa que faz ou fez parte do Projeto, que descumprir esta regra, amplamente discutida e votada, de forma clara, transparente e democrática.

Eu teria muito cuidado em ameaçar uma pessoa de processo judicial sem ter certeza disso não redundar numa reversão ao réu.  O projeto tem seus telhados de vidro, razões pelas quais o Tracksource nunca se constituiu legalmente, com CNPJ, sede, contrato social, etc.  Aliás, sem estar legalmente constituído, o projeto não pode processar ninguém.  E mesmo que fosse pessoa legalmente constituída, o mesmo não tem legitimidade para mover ação judicial coletiva:

http://www.direitonet.com.br/dicionario … o-coletiva

É a ação que versa principalmente sobre direitos difusos e coletivos, em que o autor defende a tutela de toda uma comunidade. São legitimados para propor a ação coletiva, conforme leciona o artigo 82, do Código de Defesa do Consumidor: "o Ministério Público; a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal; as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código; as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear"

(grifo nosso)

O último item grafado em negrito se refere a órgãos como Procon, Anacont, etc.  Algo como o Tracksource não se enquadra nisso.



8 - Ao contrário do que o Paulo Carvalho está divulgando, todo o trabalho feito para o Projeto pertence ao Projeto e não a quem participou na sua composição. Isso inclui códigos-fonte de conversores, compiladores e outras ferramentas desenvolvidas com o objetivo de processar mapas.

Isso é só um termo de participação no grupo.  O resultado dessa divulgação foi minha expulsão, o que naturalmente eu respeito e aceito.  Mas é só isso.  Fora do Tracksource nada pode ser feito, pois graças a Deus vivemos num país livre e democrático.  Uma vez fora, não tenho mais obrigações a cumprir.  Sinto muito, tivessem pensado nisso antes.


Muitos já passaram pelo Projeto, dedicando-se arduamente ao desenvolvimento de mapas com o máximo de qualidade e devemos continuar nesta mesma linha, como um grande time que pensa da mesma forma e tem os mesmos objetivos. Não é justo que, depois de anos de tanto esforço, um ex-colaborador tente colocar tudo a perder, espalhando suspeitas infundadas, tentando colocar outros desenvolvedores contra o Projeto, com objetivos desconhecidos.

São suspeitas sim, infundadas?  Talvez, torço para que sim.  Mas por que o projeto não se abre mais para desmentir as suspeitas?  Por que fazem questão de proibir os desenvolvedores de participar de outros projetos e de impedir a divulgação da tecnologia?

O que é fechado sempre dá margem à especulação porque somos homens, no sentido filosófico da palavra, ou seja, pensamos.

E o que é oculto põe em cheque a pureza das suas intenções.

Por fim, eu também digo que nada muda.  Continuarei o trabalho que tenho feito até agora.

abraços,

Paulo Carvalho

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#32 2013-07-30 05:01:34

muralito
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Bráulio Bezerra wrote:

* Não sei se há armadilhas nas imagens aéreas, mas nos mapas com certeza elas existem.

Se não existe, porque o Google não quer.

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#33 2013-07-30 05:22:41

muralito
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

vgeorge wrote:

4) O Tracksource tem uma filosofia completamente diferente do OpenStreetMap. Como esta pessoa falou, eles não são open-source e são contra o uso comercial. No OpenStreetMap, os dados são open-source, a plataforma é open-source e existem dezenas (ou centenas) de ferramentas e sites relacionados que são open-source. E, além disso, o OpenStreetMap não é contra o uso comercial, pelo contrário. Isto porque a comunidade acredita que se uma empresa quiser usar os dados, ótimo, pois os seus clientes vão passar a conhecer o projeto e talvez contribuiam com ele, e ela própria vai querer que os dados tenham boa qualidade e vai trabalhar para isso.

5) O escopo do OpenStreetMap é muito maior. Se você vai usar o seu tempo livre para a construção de uma base de dados colaborativa, porque escolher uma cujo objetivo único é criar mapas para uma plataforma proprietária de GPS, quando existe uma alternativa que pode ser usada para isso e para uma infinidade de outros usos?

Orgulho de pertencer a Comunidade OSM!

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#34 2013-07-30 05:25:24

muralito
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

@Paulo, keep calm and carry on.

Algum tipo de gente não gosta de cooperar, eles só gostam que outros cooperar com eles.

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#35 2013-07-30 14:05:48

PauloCarvalhoRJ
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

muralito wrote:

@Paulo, keep calm and carry on.

Algum tipo de gente não gosta de cooperar, eles só gostam que outros cooperar com eles.

Sim, mas justamente por isso que quero abrir os olhos dos contribuintes para o desequilíbrio que existe na relação com o Projeto.  E também por isso estou abrindo a tecnologia simplesmente porque é um abuso tentar se apropriar de algo que fiz voluntariamente.

Também acho incoerente a postura de reclamar um monte de direitos e as obrigações nada.  Assim é fácil.  Impõem um aceite aos desenvolvedores enquanto que eles mesmos não formalizam qualquer compromisso em contrapartida.

Quando eu fazia parte da ADM do Tracksource, um dos pedidos dos usuários do TSuite é poder trabalhar offline.  Agora fica tudo desabilitado.  Se isto não for revertido em breve, vou publicar um validador que permita as pessoas trabalhar sem conexão e em mapas não-Tracksource.

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#36 2013-08-02 16:33:00

PauloCarvalhoRJ
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Comunicado da ADM do Tracksource aos desenvolvedores:

De: Projeto TrackSource <faleconosco@tracksource.org.br>
Data: 1 de agosto de 2013 09:44
Assunto: [Desenvolvedores] Informe aos desenvolvedores
Para:


Bom dia amigos,

Temos recebidos alguns e-mails pedindo orientação da ADM para atender ou não a pedido de copia de mapas para "estudo" ou outros motivos.

Já eliminamos dois desenvolvedores por desrespeitarem nossa licença.

Nossa orientação é que nenhum mapa deve ser enviado a qualquer pessoa ou compartilhado em outros grupos (como o OSM), pois eliminaremos todos os desenvolvedores cujos mapas forem disponibilizados desta forma. Já entramos em contato com os responsáveis pelo OSM informando a nossa licença e de que dados do Projeto Tracksource estão sendo indevidamente alimentados no OSM, em desrespeito à nossa licença e a do OSM (http://wiki.openstreetmap.org/wiki/Copy … fringement).

Agradecemos a todos aqueles que sempre ajudaram o Projeto a ter mapas gratuitos de qualidade e contamos com todos para que nos avisem sempre que perceberem qualquer tentativa burlar as regras do Projeto. O e-mail para denúncia ou dúvidas é faleconosco@tracksource.org.br. Obviamente manteremos absoluto sigilo.

Abraços,

Projeto TrackSource
_______________________________________________
Desenvolvedores mailing list
Desenvolvedores@tracksource.org.br
http://nine.pairlist.net/mailman/listin … volvedores

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#37 2013-08-16 18:16:21

Nighto
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Essa galera viaja. Não consigo mentalizar nenhuma resposta que não seja "passar bem". O que é uma pena.

Mas então, vamos focar em gerar um mapa prontinho para usar em GPS Garmin e afins como a galera do TrackSource faz? Servidor já temos - o Mapas Livres.

[]s

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#38 2013-08-17 00:14:16

PauloCarvalhoRJ
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Nighto, acho boa esta proposta.  Eu acredito que o apelo popular do OSM crescerá muito se esta facilidade estiver disponível. Com um base maior de usuários, naturalmente mais contribuições chegarão assim como mais desenvolvedores.

Não só para Garmin, mas como para as plataformas móveis também.   O Maptool compila OSM para o navegador gratuito Navit.

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#39 2013-08-18 03:58:46

Fidelis Assis
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Duplicada... ver a seguinte

Last edited by Fidelis Assis (2013-08-18 04:30:55)

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#40 2013-08-18 04:09:09

Fidelis Assis
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From: Niterói-RJ, Brazil
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Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Oi pessoal,

Novato na área, mas não tão novo assim smile. Chegando pela via dos GPS e de fóruns relacionados, ainda nos primeiros contatos com o projeto OSM, várias dúvidas sobre  mapeamento mas empolgado. Já vi que tem bastante gente experiente no fórum e na lista de discussão, o que vai ser grande ajuda para quem está chegando.

Falando em mapas, achei bem interessante o navegador 7ways, além de Android e iOS, roda em WinCE, uma plataforma ainda muito comum em aparelhos de GPS de baixo custo. Andei fazendo alguns trabalhos para facilitar o uso para quem vem da linha iGO - maior semelhança visual e compatibilização dos pontos de alerta para permitir o uso direto dos já disponíveis para iGO-Primo. Uma coisa leva a outra e acabei me interessando pelo projeto OpenStreetMaps. Preparei alguns mapas OSM para o 7ways como forma de aprender mais sobre esse assunto, e estou compartilhando no link abaixo, assim como um procedimento para facilitar sua geração (Linux). É uma primeira versão e certamente tem muita coisa a ser corrigida e melhorada, mas penso que é um bom incentivo para usuários de GPS em geral participarem do projeto e um motivador para atualizações.

Os trabalhos que mencionei relacionados a 7ways estão disponíveis aqui.

Espero que sejam úteis.

Abraços,
-- Fidelis

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#41 2013-08-21 01:08:13

PauloCarvalhoRJ
Member
Registered: 2013-05-24
Posts: 60

Re: Intercâmbio OSM-Tracksource: uma realidade

Pessoal, chegou até a mim a seguinte mensagem da parte do Alex (coordenador do Tracksource) e que circulou nas listas do OSM:

> > Boa tarde amigos.
> > Sou Alex, coordenador do Projeto TrackSource.
> >
> > Informo que o usuário que importou as informações relativas a Sobradinho-DF
> > está usando mapas desenvolvidos sob a licença que nos rege e que não teve
> > autorização para fazê-lo ao OSM. Este usuário foi banido do Projeto (era
> > desenvolvedor) justamente por não respeitar as nossas licenças e regras.
> > Provavelmente outros mapas inseridos por ele também não podem ser usados no
> > OSM. Como sei que o OSM sempre teve grande preocupação com relação as
> > informações usadas, iremos sempre que percebermos, avisar vocês para que
> > essas informações sejam desfeitas. Além do Erick Leal, há outro
> > desenvolvedor que também foi banido do nosso projeto também por fazer uso
> > indevido dos nossos mapas e desrespeitando as nossas regras, o Paulo
> > Carvalho.

> >
> > Não sei se é possível através de algum script aqui, mas seria interessante
> > monitorar a partir do mês passado as colaborações de mapas em massa, pois
> > provavelmente são mapas do TrackSource sendo transferidos aqui sem a nossa
> > autorização.
> >
> > Abraços!
> >
> > Alex Rodrigues
> > Projeto TrackSource
> > www.tracksource.org.br

O trecho grafado em negrito trata-se de uma inverdade.  Fui banido da Adm Técnica (não do projeto) por questões paralelas.  Nunca desrespeitei licenças ou regras do projeto.

E minha expulsão do projeto como desenvolvedor foi TOTALMENTE ARBITRÁRIA, apenas porque encomendei uma pesquisa de opinião que aparentemente deixou os administradores do Tracksource alterados.  Isso não viola regra alguma do projeto.

Last edited by PauloCarvalhoRJ (2013-08-21 01:09:53)

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